• Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  • Residência de Neurocirurgia na Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Fellow em Radiocirurgia e Neurocirurgia Funcional pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) EUA.
  • Neurocirurgião do Corpo clínico do Hospital Sirio Libanês e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Autor do Neurosurgery Blog
  • Autor de 4 livros
  • Colaborador na criação de 11 aplicativos médicos.
  • Editor do Canal do YouTube NeurocirurgiaBR
  • Diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina (APM) 
  • Delegado da Associação Médica Brasileira (AMB)

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Aneurisma cerebral: morte após passar mal e ser internado. Julio Pereira Neurocirurgião São Paulo

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Um aneurisma cerebral é uma dilatação anormal e frágil de uma artéria no cérebro, que pode se romper subitamente, causando uma hemorragia intracraniana grave. Quando isso ocorre, o paciente frequentemente passa mal de forma dramática: dor de cabeça intensa e repentina (“pior da vida”), náuseas, vômitos, rigidez de nuca e perda de consciência. Esse quadro, conhecido como ruptura de aneurisma, é uma emergência neurocirúrgica que exige internação imediata em UTI. Sem intervenção rápida, a mortalidade é alta – cerca de 40-50% dos casos resultam em morte nas primeiras 24 horas, mesmo com tratamento.

Após a internação, o desafio é estabilizar o paciente e impedir a progressão do sangramento. Exames como tomografia e angiografia confirmam o diagnóstico e localizam o aneurisma. Medicamentos controlam a pressão arterial e previnem vasoespasmo (contração das artérias cerebrais que piora o dano). No entanto, muitos pacientes não resistem: o sangue irrita o cérebro, aumenta a pressão intracraniana e causa herniação (deslocamento fatal de estruturas cerebrais). Fatores como idade avançada, aneurisma grande, coma profundo no início e comorbidades elevam drasticamente o risco de óbito.

A morte após “passar mal e ser internado” reflete a letalidade desse evento. Mesmo com cirurgia (clipagem ou embolização endovascular para bloquear o aneurisma), a sobrevida depende de quão cedo foi a intervenção e do estado neurológico inicial. Estatísticas mostram que 25-30% dos sobreviventes ficam com sequelas graves, como déficits motores ou cognitivos. Prevenir é crucial: controle da hipertensão, evitar fumo e tratar tabagismo são medidas que reduzem o risco de formação e ruptura.

Julio Pereira, neurocirurgião em São Paulo, enfatiza a importância do diagnóstico precoce por meio de exames como angio-TC em pacientes com histórico familiar ou sintomas suspeitos. “Muitos aneurismas são silenciosos até explodirem – a morte súbita pós-internação é trágica, mas evitável com rastreio em grupos de risco”, alerta. Para mais informações ou consulta, procure um especialista em neurocirurgia o quanto antes.