Um aneurisma cerebral não roto na artéria oftálmica é uma dilatação anormal na parede da artéria carótida interna, especificamente no segmento onde a artéria oftálmica se origina. Por ser uma região anatômica crítica, onde o nervo óptico e outras estruturas oculares estão em estreita proximidade, a presença dessa dilatação exige monitoramento constante, mesmo que não apresente sintomas imediatos. O diagnóstico costuma ocorrer de forma incidental durante exames de imagem, como ressonância magnética ou angiotomografia, realizados por outros motivos clínicos.
Embora o termo “não roto” indique que não houve sangramento, a localização oftálmica impõe um risco clínico específico: o efeito de massa. À medida que o aneurisma cresce, ele pode exercer compressão direta sobre o nervo óptico ou estruturas adjacentes, podendo causar alterações visuais, como perda progressiva da visão, defeitos no campo visual ou alterações na movimentação ocular. Esse tipo de manifestação torna a avaliação oftalmológica e neurológica um passo essencial para o manejo do paciente.
O tratamento para aneurismas oftálmicos não rotos é personalizado e baseia-se na avaliação cuidadosa da relação risco-benefício. Fatores como o tamanho do aneurisma, sua morfologia, a idade do paciente e as condições de saúde subjacentes são determinantes. Em muitos casos, se o aneurisma for pequeno e apresentar baixo risco de ruptura, a equipe médica pode optar pelo acompanhamento periódico com exames de imagem para monitorar qualquer alteração em seu tamanho ou forma ao longo do tempo.
Quando a intervenção é necessária, as opções atuais são minimamente invasivas, como a embolização endovascular — que utiliza dispositivos como coils ou flow diverters (desviadores de fluxo) para excluir o aneurisma da circulação sanguínea — ou a microcirurgia (clipagem), dependendo da anatomia do vaso. O objetivo principal do tratamento é prevenir a hemorragia subaracnoidea, uma condição grave e potencialmente fatal, além de aliviar a compressão sobre as estruturas oculares, preservando a função visual do paciente a longo prazo.