• Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  • Residência de Neurocirurgia na Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Fellow em Radiocirurgia e Neurocirurgia Funcional pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) EUA.
  • Neurocirurgião do Corpo clínico do Hospital Sirio Libanês e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Autor do Neurosurgery Blog
  • Autor de 4 livros
  • Colaborador na criação de 11 aplicativos médicos.
  • Editor do Canal do YouTube NeurocirurgiaBR
  • Diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina (APM) 
  • Delegado da Associação Médica Brasileira (AMB)

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Doença das Carótidas: O Risco Silencioso de AVC que Poucos Conhecem! Julio Pereira Neurocirurgião

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As artérias carótidas, localizadas nos lados do pescoço, são responsáveis por levar sangue oxigenado ao cérebro e à cabeça, e sua doença — principalmente a estenose carotídea por aterosclerose — representa risco grave de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. O acúmulo de placas de gordura, colesterol e cálcio estreita o lúmen arterial, reduzindo o fluxo sanguíneo; pior, essas placas podem se romper, liberando êmbolos que obstruem artérias cerebrais menores, causando AVC em até 20-30% dos casos com estenose >70%.

A doença frequentemente é silenciosa nos estágios iniciais, sem sintomas até atingir obstrução crítica (>70-80%), quando surgem ataques isquêmicos transitórios (AITs) — “mini-AVCs” reversíveis com fraqueza unilateral, perda visual súbita (amaurose fugaz), dificuldade para falar ou tontura. Em idosos, fatores como hipertensão, diabetes, tabagismo e colesterol alto aceleram o processo, elevando mortalidade por AVC hemorrágico secundário ou demência vascular.​

Complicações adicionais incluem doença arterial periférica (dor nas pernas por má circulação), comprometimento cognitivo progressivo (perda de memória, confusão) e, raramente, dissecção arterial por trauma, levando a hemorragia ou trombose aguda. O Doppler duplex carotídeo é exame chave para detecção precoce, permitindo intervenção como endarterectomia ou angioplastia com stent antes do evento catastrófico.​

Prevenção é crucial: controle rigoroso de fatores de risco (anti-hipertensivos, estatinas, parar de fumar, dieta mediterrânea e exercícios) reduz incidência em 50-70%; acima de 75 anos ou com histórico familiar, rastreio anual é recomendado para evitar sequelas neurológicas permanentes como hemiplegia ou afasia.