• Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  • Residência de Neurocirurgia na Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Fellow em Radiocirurgia e Neurocirurgia Funcional pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) EUA.
  • Neurocirurgião do Corpo clínico do Hospital Sirio Libanês e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Autor do Neurosurgery Blog
  • Autor de 4 livros
  • Colaborador na criação de 11 aplicativos médicos.
  • Editor do Canal do YouTube NeurocirurgiaBR
  • Diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina (APM) 
  • Delegado da Associação Médica Brasileira (AMB)

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ENXAQUECA COM AURA. JULIO PEREIRA NEUROCIRURGIÃO

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A enxaqueca com aura é uma forma específica de enxaqueca neurológica que afeta cerca de 25% a 30% das pessoas que sofrem de enxaqueca. Ela se caracteriza pela presença de sintomas neurológicos transitórios (aura) que antecedem ou acompanham a dor de cabeça. A aura mais comum é a visual, na qual o paciente percebe pontos luminosos (escotomas cintilantes), linhas em ziguezague, flashes de luz ou perda temporária de visão em um dos campos visuais. Outras auras incluem sintomas sensitivos (formigamento ou dormência que começa na mão e sobe para o braço e face), dificuldade para falar (afasia) ou, mais raramente, fraqueza em um lado do corpo. Esses sintomas geralmente duram de 5 a 60 minutos e são completamente reversíveis.

Após a fase de aura, surge tipicamente uma dor de cabeça latejante, intensa, geralmente unilateral, acompanhada de náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia, que pode durar de 4 a 72 horas. A enxaqueca com aura possui maior risco associado de acidente vascular cerebral (AVC), especialmente em mulheres jovens que usam anticoncepcionais hormonais combinados ou que fumam. Por isso, o diagnóstico correto é essencial para diferenciar a aura de sintomas de um AVC isquêmico verdadeiro. O tratamento envolve medidas preventivas (evitar gatilhos como estresse, jejum, certos alimentos e alterações hormonais), medicamentos específicos para crise (triptanos) e, em casos frequentes, medicamentos preventivos diários. Pacientes com aura devem sempre ser orientados sobre os fatores de risco vascular e receber acompanhamento neurológico adequado.