A rotina de beleza, muitas vezes vista como um momento de relaxamento e cuidado pessoal, pode esconder perigos inesperados. A chamada “síndrome do salão de beleza”, condição que associa a lavagem de cabelos em salões de beleza ao risco de acidente vascular cerebral (AVC), tem despertado a atenção de especialistas e do público em geral. A posição adotada durante a lavagem, com o pescoço em hiperextensão, pode comprometer o fluxo sanguíneo para o cérebro, aumentando o risco de complicações.
A hiperextensão do pescoço, posição comum durante a lavagem de cabelos em salões, pode comprimir as artérias vertebrais, responsáveis por irrigar o cérebro. A redução do fluxo sanguíneo pode levar à formação de coágulos, que, ao se deslocarem, podem obstruir os vasos cerebrais, causando um AVC isquêmico. Embora rara, a síndrome do salão de beleza é uma condição real, com casos relatados em todo o mundo.
Os sintomas da síndrome do salão de beleza podem surgir durante ou logo após a lavagem dos cabelos, ou até mesmo algumas horas depois. Tontura, vertigem, dor de cabeça, visão turva, dormência ou formigamento em um lado do corpo, dificuldade de fala e perda de equilíbrio são alguns dos sinais de alerta. Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento médico imediato.
A prevenção da síndrome do salão de beleza envolve a adoção de medidas simples, como o uso de lavatórios com suporte adequado para o pescoço e a realização de movimentos suaves durante a lavagem. Profissionais de beleza devem estar atentos à posição do cliente, evitando a hiperextensão prolongada do pescoço. Em caso de desconforto, o cliente deve comunicar o profissional imediatamente.
A síndrome do salão de beleza serve como um alerta para a importância de cuidados com a saúde em todas as situações, mesmo nas mais triviais. A atenção aos detalhes e a comunicação entre profissionais e clientes são fundamentais para garantir a segurança e o bem-estar durante os procedimentos estéticos.