• Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  • Residência de Neurocirurgia na Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Fellow em Radiocirurgia e Neurocirurgia Funcional pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) EUA.
  • Neurocirurgião do Corpo clínico do Hospital Sirio Libanês e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Autor do Neurosurgery Blog
  • Autor de 4 livros
  • Colaborador na criação de 11 aplicativos médicos.
  • Editor do Canal do YouTube NeurocirurgiaBR
  • Diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina (APM) 
  • Delegado da Associação Médica Brasileira (AMB)

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Vacinação em dia contra gripe e Covid-19 diminui em até 40% o risco de infarto e AVC. Dr. Julio Pereira – Neurocirurgião São Paulo – Neurocirurgião Hospital Sírio-Libanês

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Diversos estudos científicos recentes têm demonstrado que as vacinas contra Covid-19 e gripe apresentam efeito protetor importante contra complicações cardiovasculares graves, incluindo o acidente vascular cerebral (AVC). Um consenso clínico publicado pela Sociedade Europeia de Cardiologia destaca que a vacinação contra a Covid-19 reduz significativamente a gravidade da infecção aguda, o risco de Covid longa e também a incidência de eventos como AVC, especialmente entre hospitalizados ou indivíduos com alto risco cardiovascular. O mecanismo de proteção está relacionado à redução da resposta inflamatória que pode desestabilizar placas ateroscleróticas e aumentar a formação de coágulos, fatores envolvidos diretamente na origem do AVC.

No caso da vacina contra a gripe, evidências de grandes estudos multicêntricos e meta-análises indicam que a imunização pode reduzir entre 8,5% e 25,8% o risco de AVC, mostrando efeito protetor também em populações sem doença cardiovascular prévia. Um estudo publicado em “The Lancet Public Health” com mais de quatro milhões de pessoas reforça essa associação, apontando que a redução do risco é ainda mais significativa entre idosos e pacientes com comorbidades. O controle das infecções respiratórias sazonais por meio da vacinação reduz o estado pró-trombótico que favorece o aparecimento do acidente vascular cerebral.

Além disso, uma revisão sistemática publicada na “Scientific Reports” da Nature avaliou ensaios clínicos sobre vacinação contra influenza, concluindo que ela reduz em até 26% os eventos cardiovasculares graves, como o AVC, morte cardiovascular e infarto do miocárdio, especialmente entre pacientes de risco. Os dados corroboram que, ao evitar episódios agudos de infecção respiratória, minimiza-se o processo inflamatório que poderia descompensar doenças vasculares ou precipitar eventos isquêmicos e hemorrágicos cerebrais.

Por fim, campanhas nacionais e recomendações de entidades científicas ressaltam a importância de manter o calendário de vacinas em dia, principalmente em grupos de maior vulnerabilidade como idosos, pessoas com comorbidades e pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, dado o impacto positivo na prevenção de AVC e na redução da mortalidade por doenças do coração. Assim, além do papel fundamental para controlar infecções, as campanhas de vacinação representam uma estratégia de saúde pública eficaz para reduzir complicações neurológicas graves como o AVC.