• Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  • Residência de Neurocirurgia na Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Fellow em Radiocirurgia e Neurocirurgia Funcional pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) EUA.
  • Neurocirurgião do Corpo clínico do Hospital Sirio Libanês e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Autor do Neurosurgery Blog
  • Autor de 4 livros
  • Colaborador na criação de 11 aplicativos médicos.
  • Editor do Canal do YouTube NeurocirurgiaBR
  • Diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina (APM) 
  • Delegado da Associação Médica Brasileira (AMB)

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VISÃO EMBAÇADA OU TURVA: quais doenças isso pode indicar? QUAIS EXAMES E O TRATAMENTO? Dr. Julio Pereira – Neurocirurgião São Paulo – Neurocirurgião Hospital Sírio-Libanês

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A visão embaçada ou turva é um sintoma comum que pode indicar diversas condições médicas, algumas simples e outras mais graves. Entre as causas mais frequentes estão a fadiga ocular, o uso prolongado de telas, a necessidade de correção visual, além de condições como catarata, glaucoma, erros refrativos (miopia, hipermetropia, astigmatismo) e a presença de pressão ocular elevada. No entanto, a visão turva também pode ser um sinal de doenças sistêmicas como diabetes e hipertensão, que afetam diretamente a saúde dos olhos e das estruturas relacionadas à visão.

Doenças neurológicas e vasculares também podem se manifestar através da visão embaçada ou turva, como o acidente vascular cerebral (AVC), a esclerose múltipla e tumores cerebrais. A presença desse sintoma associada a outros sinais como dor ocular, dor de cabeça, náuseas ou perda súbita da visão pode indicar uma emergência médica, sendo necessário atendimento imediato para evitar sequelas permanentes. Além disso, infecções oculares, como conjuntivite e uveíte, podem causar alterações na visão que devem ser rapidamente avaliadas.

Para diagnosticar a causa da visão embaçada, é essencial realizar uma avaliação oftalmológica completa, que inclui exames como a medida da acuidade visual, pressão intraocular, exame de fundo de olho, avaliação do segmento anterior e muitas vezes exames complementares como tomografia de coerência óptica (OCT) e angiografia fluoresceínica. Em casos suspeitos de envolvimento neurológico ou vascular, exames de imagem como ressonância magnética e tomografia computadorizada do cérebro também são indicados para investigação detalhada.

O tratamento da visão embaçada depende da causa subjacente. Para alterações refrativas, o uso de óculos ou lentes de contato pode resolver o problema. Doenças como catarata e glaucoma têm tratamentos específicos, que vão desde medicações até cirurgias. Em doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, o controle rigoroso dessas condições é fundamental para prevenir danos oculares. Já em emergências neurológicas, o manejo rápido é crucial para preservar a visão e a saúde geral do paciente. Assim, a detecção precoce e o acompanhamento médico regular são indispensáveis para evitar a progressão e complicações desse sintoma.